Alguns sintomas não admitem espera. Dor ou aperto no peito que passa dos 20 minutos, dor que irradia para braço, mandíbula ou costas, falta de ar que surge do nada, desmaio, palpitação com tontura ou suor frio abundante sem motivo: em qualquer um deles, procure emergência cardiológica na hora. E não vá dirigindo. Ligue 192 ou peça que alguém leve você.
Tempo é músculo
A frase circula entre cardiologistas há décadas porque descreve exatamente o que acontece. No infarto, uma artéria coronária entope e a área do coração que ela irrigava começa a morrer. Não de uma vez, e sim progressivamente, ao longo das horas seguintes.
Quanto mais cedo a artéria é reaberta, menor a cicatriz e maior a chance de o coração continuar bombeando como antes. Quem chega nas primeiras horas evolui muito melhor do que quem passa a noite achando que era gastrite. E essa noite perdida é comum. As justificativas são quase sempre as mesmas três: achei que era o jantar, achei que era ansiedade, não quis acordar ninguém.
Sintomas que pedem atendimento imediato
- Dor, aperto, peso ou queimação no meio do peito por mais de 20 minutos
- Dor que irradia para o braço, o pescoço, a mandíbula ou as costas
- Falta de ar que aparece de repente, mesmo parado
- Suor frio abundante junto com mal-estar forte
- Desmaio ou quase desmaio, principalmente durante esforço
- Palpitação acelerada com tontura, dor no peito ou falta de ar
- Náusea e vômito acompanhando dor no peito, sobretudo em quem tem diabetes
- Fraqueza súbita de um lado do corpo, boca torta ou fala embolada, que apontam para AVC
Quando o infarto não avisa direito
Nem todo infarto se apresenta com a dor clássica no peito. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes de longa data, o quadro costuma ser mais discreto: um cansaço fora do comum para tarefas simples, um desconforto no estômago que passa por má digestão, falta de ar isolada, dor entre as escápulas, ou aquela sensação vaga de que alguma coisa está errada.
No diabetes, a neuropatia reduz a percepção de dor, e por isso existe o infarto silencioso. Em quem convive com a doença há anos, qualquer sintoma novo que insiste merece avaliação, mesmo sem dor típica.
O que fazer enquanto a ajuda não chega
- Pare o que estiver fazendo e sente-se ou deite-se
- Avise alguém por perto e diga exatamente o que está sentindo
- Ligue 192 ou acione o serviço de emergência do seu plano
- Não dirija: uma perda de consciência ao volante coloca você e outras pessoas em risco
- Se já existe medicação prescrita para dor no peito, use conforme a orientação do seu médico
- Separe a lista de remédios e os exames antigos
- Se a pessoa desmaiar e não estiver respirando normalmente, comece as compressões torácicas e deixe o telefone no viva-voz com o socorrista orientando
O que acontece quando você chega
O protocolo de dor torácica tem uma ordem. O eletrocardiograma vem primeiro, feito e interpretado nos primeiros minutos, porque é ele que separa quem precisa ir para a hemodinâmica agora de quem pode ser investigado com calma. Junto, colhe-se sangue para dosar troponina, o marcador que denuncia lesão do músculo cardíaco, e o paciente entra em monitorização.
Confirmada a obstrução aguda, o caminho é a sala de hemodinâmica: cateterismo e, quando indicado, angioplastia com stent para reabrir a artéria. É por isso que hospitais com hemodinâmica própria e plantão ativo conseguem tempos menores. Ninguém precisa ser transportado para outro lugar no pior momento possível.
Se o eletrocardiograma e os marcadores não confirmam infarto mas a história é suspeita, o paciente fica em observação com exames repetidos em intervalos. Liberar alguém com dor no peito sem essa checagem é um risco que serviço organizado não assume.
E quando não é o coração?
Boa parte das dores torácicas atendidas em emergência tem origem muscular, no esôfago, no pulmão ou na ansiedade. Isso não torna a ida ao hospital desnecessária, muito pelo contrário. Investigar uma dor que não era cardíaca custa algumas horas. Ignorar uma que era pode custar bem mais.
Emergência cardiológica em Fortaleza
O Hospital Prontocardio mantém emergência cardiológica 24 horas em Fortaleza, com equipe multidisciplinar, monitorização e estrutura de terapia intensiva. A unidade de emergência fica na Rua Dr. Castro Medeirinhos, 184, no Meireles.
Perguntas frequentes
Dor no peito que passa rápido também é caso de hospital?
Se for a primeira vez, se aparecer durante esforço ou se vier com falta de ar, sim. A dor da angina costuma durar poucos minutos e ceder no repouso, mas indica artéria obstruída, e isso precisa ser investigado antes que evolua.
Posso ir dirigindo se estiver sozinho?
Não. Ligue 192. Arritmia e perda de consciência no trajeto acontecem, e o resgate já começa o atendimento dentro da ambulância.
Ansiedade causa dor no peito parecida com a do infarto?
Causa, e a semelhança é real o bastante para enganar muita gente. Só o eletrocardiograma e os exames de sangue separam as duas. Ninguém deveria fazer esse diagnóstico sozinho em casa.
Quanto tempo dura o atendimento?
Infarto confirmado segue direto para a intervenção. Casos indefinidos costumam exigir algumas horas de observação, com exames repetidos até a origem ficar clara.
Preciso de convênio para ser atendido?
Situação de risco imediato à vida é atendida independentemente disso. A parte administrativa corre em paralelo e não atrasa o atendimento.
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Conteúdo informativo produzido pelo Hospital Prontocardio, em Fortaleza (CE). Não substitui a avaliação individual com o seu cardiologista. Em caso de dor no peito, falta de ar súbita ou desmaio, procure a emergência imediatamente.



