O check-up cardiológico reúne consulta com cardiologista, exames de sangue, eletrocardiograma e outros exames escolhidos conforme a idade, o histórico da família e os fatores de risco de cada pessoa. A recomendação geral é começar aos 40 anos nos homens e aos 50 nas mulheres. Quem tem histórico familiar de infarto precoce, pressão alta, diabetes, colesterol alterado, obesidade ou fuma deve antecipar. E quem vai começar a treinar pesado precisa fazer antes, em qualquer idade.
Por que o coração avisa tarde
Doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil, e o que a torna traiçoeira é o silêncio. A aterosclerose, o processo em que placas de gordura se depositam na parede das artérias, começa décadas antes do primeiro sintoma. Pressão alta não dói. Colesterol elevado não incomoda. Em uma parcela nada pequena dos pacientes, a primeira notícia da doença coronariana é o próprio infarto.
O check-up serve para inverter essa ordem: encontrar o risco antes do evento. Isso não quer dizer fazer todos os exames existentes. Quer dizer fazer os exames certos para aquele perfil, lidos por um cardiologista que conhece a história da pessoa.
O que costuma entrar
Consulta e exame físico
A parte mais subestimada e a mais decisiva. História detalhada, histórico familiar, pressão medida com cuidado, ausculta cardíaca e pulmonar, pulsos, peso, altura, circunferência abdominal. Boa parte da classificação de risco nasce aqui, antes de qualquer aparelho.
Sangue
Colesterol total, LDL, HDL, VLDL, Triglicerídeos, Glicose, Hemoglobina glicada, Creatinina, Hemograma Completo, Ureia, Sódio, Potássio, Sumário de Urina, Transaminase Oxalacetica – TGO, Transaminase Piruvica – TGP. Em casos selecionados, o cardiologista acrescenta marcadores específicos.
Eletrocardiograma
Registro da atividade elétrica do coração. Mostra arritmias, sobrecarga de câmaras, sinais de isquemia e cicatriz de infarto antigo. Rápido, indolor e barato.
Ecocardiograma
Ultrassom do coração. Mostra o tamanho das cavidades, a espessura das paredes, o funcionamento das válvulas e a fração de ejeção, que é a medida da força de bombeamento.
Teste ergométrico
Eletrocardiograma feito durante caminhada na esteira, com carga aumentando aos poucos. Revela isquemia que não aparece em repouso e mostra como pressão e frequência respondem ao esforço. É o exame central da liberação para atividade física.
O que entra conforme o caso
Holter de 24 horas para palpitação e arritmia intermitente. MAPA para ver o comportamento da pressão ao longo do dia e da noite. Angiotomografia de coronárias ou escore de cálcio para estimar quanta placa existe nas artérias. Doppler de carótidas em quem tem risco vascular. Eco sob estresse em situações específicas.
A partir de que idade
- Homens aos 40 e mulheres aos 50, ou logo após a menopausa, quando não há fator de risco
- Aos 30, quando pai, mãe ou irmão teve infarto, morte súbita ou doença coronariana cedo
- Em qualquer idade, antes de começar treino intenso, competição ou prova de longa distância
- Todo ano, para quem já tem hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, apneia do sono, doença renal crônica ou fuma
- Imediatamente, diante de dor no peito ao esforço, falta de ar desproporcional, palpitação ou desmaio
O que pesa mais no risco
- Infarto ou morte súbita na família antes dos 55 anos em homens e dos 65 em mulheres
- Pressão alta
- Diabetes tipo 2
- LDL elevado
- Cigarro, atual ou recente
- Obesidade e sedentarismo
- Apneia obstrutiva do sono
- Estresse crônico e noites mal dormidas
- Doença renal crônica
O que o check-up não faz
Resultado normal não é salvo-conduto vitalício. O risco cardiovascular muda com o tempo, com o peso que voltou, com a pressão que saiu do controle, com o treino que foi abandonado em janeiro. O valor está na repetição periódica e no acompanhamento, não no exame isolado guardado na gaveta.
O contrário também merece ser dito. Exame demais, pedido sem critério, produz achados irrelevantes que geram novas investigações, ansiedade e custo sem nenhum benefício clínico. Check-up bom é criterioso, não é comprido.
Check-up cardiológico em Fortaleza
O Hospital Prontocardio oferece programas de check-up com perfis distintos de avaliação, incluindo protocolo voltado a quem pratica atividade física. Consultas e exames acontecem nas unidades de medicina diagnóstica em Fortaleza, com agendamento pela Central Pronto Check-up
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva?
Depende do protocolo. Avaliações mais enxutas terminam em uma manhã. Programas amplos, com exames de imagem adicionais, podem durar até um dia inteiro.
Precisa de jejum?
Para os exames de sangue, em geral sim. As orientações completas, inclusive sobre suspender algum medicamento antes do teste ergométrico, são passadas no agendamento.
O plano cobre?
Varia bastante. Exames individuais com indicação clínica costumam ser cobertos; pacotes fechados de check-up muitas vezes são particulares. Confirme com o hospital e com a operadora antes de agendar.
Faz sentido para quem não sente nada?
É justamente esse o ponto. Quase todos os fatores de risco cardiovascular são silenciosos até o dia do evento.
De quanto em quanto tempo repetir?
Todo ano para quem tem fator de risco. A cada dois anos para quem não tem e já fez uma avaliação normal, salvo orientação diferente do cardiologista.
Leia também
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- Exames cardiológicos: para que serve cada um
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Conteúdo informativo produzido pelo Hospital Prontocardio, em Fortaleza (CE). Não substitui a avaliação individual com o seu cardiologista. Em caso de dor no peito, falta de ar súbita ou desmaio, procure a emergência imediatamente.



